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As Capas Mais Bonitas da Minha Estante

20 de fevereiro de 2018


Olá pessoal, tudo bom? Não sei se vocês lembram, mas eu faço parte do Projeto Próximo Capítulo. Uma das propostas dele é criar postagens em conjunto e, para estrear, escolhemos uma tag bem famosa na blogosfera literária: As capas mais bonitas da estante!

Portanto, hoje selecionei dez obras das quais sou apaixonada pela capa. A edição de muitas delas também é maravilhosa e eu fico encantada quando vejo pessoalmente. Foi uma escolha bem difícil (se vocês foram para o meu perfil do Skoob, verão a quantidade de livros lindos que tenho), porém consegui chegar uma lista final - talvez eu precise fazer uma parte dois, entretanto. 😅


E, antes de começarmos, devo salientar que a ordem dos fatores não altera o produto, tá? Então, a lista foi criada aleatoriamente. Não existe uma ordem certa, já que eu ficaria um ano tentando criar um ranking, rs. No entanto, deixando tudo resolvido, vamos começar!

Em Algum Lugar nas Estrelas, de Clare Vanderpool


Primeiramente, eu amo esse livro. Ele, na realidade, foi uma das minhas melhores leituras do ano passado. E, para completar, foi publicado pela Darkside Books em uma edição belíssima. Não só todos os detalhes complementar a obra, mas a capa é perfeita para a história. As cores, desenhos, fontes escolhidas... Foi uma combinação ideal que ficou muito melhor que a original. Devo parabenizar o criador, pois ficou realmente incrível! 

Além da Magia, de Tahereh Mafi


Logo que a Universo dos Livros anunciou que publicaria os livros da autora no Brasil, fiquei feliz. Ainda não tive a oportunidade de conhecer o seu trabalho, mas sempre vejo as resenhas positivas em relação as suas obras. Portanto, é bom que ela seja relançada e que novas obras também ganhem a versão nacional. A primeira delas é Além da Magia, que inovou e elaborou a sua própria capa, desenhada por Juliana Fiorese e ficou uma fofura só! A única coisa ruim é que, no segundo volume, outra pessoa ilustrou, então não ficará padronizado na estante. 😢

A Deusa de Anília e Outras Histórias, de Cláudia Miqueloti


Quando a Cláudia, que é uma colega, anunciou que publicaria um novo livro - e seria de contos fantásticos -, fiquei feliz por ela. Quando vi a capa, fiquei super animada! Pedi logo de presente de aniversário e, quando estava em minhas mãos, fiquei impressionada com a sua beleza. Ele é inteiro azul, uma das minhas cores preferidas. Com vários detalhes, como o castelo e os dragões, ficou realmente encantador. Vem dizer que não é um trabalho lindo? 

Star Wars: Herdeiro do Jedi, de Kevin Hearne


Devo dizer que sempre fico apreensiva quando um novo livro do Star Wars é lançado. As capas originais, principalmente das obras mais antigas, são horríveis e fico com medo de serem lançadas dessa maneira por aqui. Entretanto, a Editora Aleph sempre arrasa com as suas edições e não foi diferente com Herdeiro do Jedi. A ilustração é linda, com uma paleta de cores especialmente selecionada, e que promete representar uma cena presente na narrativa. O próprio autor ficou impressionado e diz ter  ficado perfeita, muito melhor que a sua edição americana. Se até o Kevin diz algo assim, quem sou eu na fila do pão, não é mesmo? 

Fique Onde Está e Então Corra, de John Boyne


Apesar de ter vários livros do John Boyne na estante, não tive a coragem de começar a ler alguma de suas obras. Sei que ele tem talento para escrever, já que assisti (e chorei horrores) a adaptação de O Menino do Pijama Listrado. Todavia, eu não tive alternativa a não ser selecionar esse livro, já que a sua capa é muito bonita. Com uma mistura de verde e vermelho, trouxe um desenho fofo e que me fez imaginar que tipo de história o autor nos conta. Ficou extraordinário! 

Guerra do Velho, de John Scalzi


A Editora Aleph arrasou novamente, dessa fez com Guerra do Velho. Eles optam, de novo, por uma ilustração que fica melhor que a edição original. Confesso que essa foi uma obra que eu quis comprar somente pela capa, pois eles me impressionaram nesse quesito. Assim como em Herdeiro do Jedi, este livro tenta nos passar sobre a ambientação da narrativa e nos faz imaginar sobre o que está ocorrendo. As cores combinaram perfeitamente e só adicionaram mais qualidade! Quero só ver se a história faz jus a essa capa, rs.

Sonata em Punk Rock, de Babi Dewet



Amo capas ilustradas! Se tratando de algumas histórias, fica muito melhor para nos passar a sensação do livro, do que quando escolhem uma foto em um banco de dados. Quando falamos em romances adolescentes, fica excelente e em Sonata em Punk Rock não foi diferente. A própria Babi teve a ideia de como queria que a capa ficasse e eles desenharam perfeitamente. A sensação, do preto se transformando no colorido através da música, além de toda a ambientação da capa, combina muito bem com a história. Eu simplesmente amei 

The Kiss of Deception, de Mary E. Pearson


A capa brasileira de The Kiss of Deception, por outro lado, é a original. Na verdade, a Editora Darkside não poderia mudar graças ao contrato de publicação que fizeram. Isso não tem importância, pois eles criaram uma edição linda e derem uns toques a mais (como a melhoria nas cores) e conseguiram fazê-la ficar ainda mais bonita. Eu não li o livro, então não posso dizer que condiz com a história, mas adorei tudo: o cenário, a posição que a menina se encontra, as cores, as fontes, o céu... Ficaram ótimos e eu fico como uma boba admirando quando estou com a obra em minhas mãos 

Princesa das Águas, de Paula Pimenta

Essa foi uma escolha bem difícil, já que eu amo as capas da série Princesas Modernas, da Paula Pimenta. É uma mais fofa que a outra e a pessoa que ilustra deveria ganhar um prêmio pelo lindo trabalho que faz. Em Princesa das Águas, em especial, eu amei a combinação das cores! Acrescente os traços e, inclusive, a fonte - não só nesse, mas nos outros livros também -, e temos uma harmonia perfeita. Eu sou apaixonada por cada uma delas e estou ansiosa esperando a história da Jasmine 

Golem e o Gênio, de Helene Wecker


Em Golem e o Gênio, a Editora Darkside arrasou novamente, pois apesar de ser parecido (em algumas características) com a original, ela melhorou e criou algo impressionante. Confesso que comprei só por ela e isso pode soar estranho, se tratando dessa obra, mas eu fiquei apaixonada! As cores são escuras e  isso faz com que os pequenos detalhes se destaquem. Dá um ar de mistério e de uma época passada, então fiquei bem curiosa sobre do que realmente a história se tratava. Pelo menos para mim, ela é uma das capas mais bonitas que tenho na estante 


E vocês, gostaram das capas que escolhi? Já fizeram essa tag? Qual é o livro mais lindo da sua estante? Compartilhe para mim nos comentários!

Vocês podem ver a seleção de outros outros blogs participantes aqui: Livro Apaixonado. 



A Guerra que Salvou a Minha Vida, de Kimberly Brubaker Bradley

19 de fevereiro de 2018

Olá pessoal, tudo bom? Apesar de sempre gostar de histórias que se passem na Segunda Guerra Mundial, evito livros que abordem essa época. Porém, no ano passado, acabei dando uma chance para  A Guerra que Salvou a Minha Vida, de Kimberly Brubaker Bradley, e fui surpreendida positivamente. Foi uma das minhas melhores leituras que tive em 2017, por isso preciso compartilhar um pouco com vocês do que achei dessa obra! Vamos conferir?

Editora: Darkside Books. Ano de Lançamento: 2017. Páginas: 240.
SkoobGoodreadsOnde comprar: AmazonSaraiva.

A guerra também salva

Ada só tem dez anos. É muito jovem para viver durante uma guerra, mas, para uma criança, ela tem outras preocupações. Nascendo com um pé torto, nunca saiu de casa, pois a sua mãe não quer que ela a envergonhe com o seu andar. O seu irmão mais novo, Jamie, diferente dela, pode brincar na rua, ter vários amigos e ir para a escola. A vida que Ada queria ter.

A mãe, que deveria protegê-la, faz com que ela sofra todos os dias. Ela, apesar da idade, cuida da casa e do irmão sozinha. E, ainda por cima, deve tentar fugir dos maus tratos que a sua mãe lhe aflige diariamente, sejam físicos ou psicológicos. Entretanto isso muda quando a guerra se aproxima de Londres: as crianças devem deixar a capital e ir para o interior, para se protegeram dos bombardeios que estão chegando. As duas crianças se lançam nessa viagem e suas vidas mudam totalmente.

“O Jaime está lá fora”, falei. “E por que não estaria?”, disse a Mãe. “Ele não é aleijado. Não é que nem você”.

Devo confessar que estava apreensiva ao pensar em ler essa obra. Eu evito, normalmente, histórias que envolvam crianças na Segunda Guerra Mundial, já que sei que será emocionante e meu coração se aperta só de imaginar. Porém, com uma edição linda e tantas recomendações, não tive como deixar esse livro de lado e acabei optando por ler... Não me arrependi e finalizei a narrativa com uma mistura de sentimentos.

A realidade mostrada é dura, mas também nos ensina muita coisa. Vendo sob o ponto de vista de uma menina que sofreu muito, a guerra lhe mostra que a vida pode diferente e, mais importante, muito boa. Só depois de sair de casa que a protagonista ganha a tão sonhada liberdade e, apesar das atrocidades que ocorrem na época, pode agir de acordo com a sua idade pela primeira vez. 

Estávamos livres. Da Mãe, das bombas do Hitler, da minha prisão no apartamento. De tudo. Doidice ou não, eu estava livre.

Confesso que, no começo, eu não gostei muito de algumas atitudes que a Ada tinha. Ela era daquelas crianças birrentas, orgulhosas e inseguras, sabe? Que não davam o braço a torcer. Todavia, enquanto lia, parei um pouco para analisar a história com outros olhos. Fiquei imaginando a vida que ela teve, o sofrimento que passou, a sua rotina de abusos e, ainda por cima, a época em que viveu -  acrescentada a sua tão pouca idade. Com isso, cheguei a conclusão que ela agia em conformidade com a sua própria existência. Acredito que muitos fariam exatamente as mesmas coisas que ela fez.

Por outro lado, ser transportado para um período terrível e se envolver com a história é a maneira que a autora cria a sua obra. É pesado, vocês já devem ter imaginado, mas é uma escrita leve e que flui satisfatoriamente. Você se afeiçoa, deseja que tudo acabe bem e sofre junto. Quando vê, o desfecho está chegando, o coração está batendo rápido e não consegue imaginar como tudo irá se resolver. Mas como tudo que é bom termina, os pingos são colocados nos is e só nos resta suspirar.

Era como se eu tivesse nascido ali na vila. Como se tivesse nascido com os dois pés bons. Como se fosse realmente importante e amada.

É uma narrativa surpreendente, emocionante, intensa e delicada. Não é fácil criar isso e que, ainda, nos faça apegar aos personagens e torcer para que fiquem vivos até o fim. Entretanto, a Kimberly consegue escrever com maestria e, quando eu vi, estava chorando, abrindo sorrisos e me sensibilizando pelos relatos descritos. Tive vontade abraçar alguns personagens e estrangular outros. A evolução de cada um deles é notável e eu fiquei impressionada de como a autora os desenvolveram. 

Quando eu fechei o livro, ao fim de sua história, eu sentia muita coisa. Os sentimentos se misturavam dentro de mim, desde alívio, a contentamento e entusiasmo. Fiquei deitada por muito tempo na minha cama imaginando cenários para o que aconteceu após o final. Então, imagina a minha felicidade ao saber que a continuação logo será publicada? O lançamento está previsto para março e estou ansiosa para que a data chegue logo e eu possa me ver deslumbrada com o próximo volume.

Eu tinha perguntado. Persistência era não desistir de tentar.

Eu recomendo. Não poderia deixar de dizer que é uma linda história e que merece ser lida por muitos. Nos ensinando, principalmente, sobre a empatia e o amor de diferentes formas, é uma obra para qualquer um se impressionar. Devo salientar novamente que possui uma edição maravilhosa que faz jus a narrativa, só acrescentando valor ao livro. Podem ler sem medo, mas não se esqueçam de uma caixa de lenços, pois talvez você se emocione e as lágrimas transbordam.